quinta-feira

SOMOS TODOS DE CARNE


Não imagina uma refeição sem carne? Então é melhor se informar e comer melhor


David Sayeg/ www.flickr.com/davidyesai

Comer carne, um ato aparentemente banal, traz uma série de implicações para a saúde das pessoas, o meio ambiente e o bem-estar dos animais que muitas vezes nem passam pela cabeça de quem consome. Mas nem tudo está perdido... Ainda. informe-se e coma melhor

 

Quando compramos uma bandeja de carne no supermercado ou pedimos um inocente hambúrguer, pouca gente se dá conta de que ali está um pedaço de um animal. E que aquela refeição tem cada vez mais impacto no meio ambiente. Foi-se o tempo em que a maioria da carne vinha de fazendas onde os animais eram criados soltos e podiam, bem ou mal, viver como sua espécie deveria viver. O que comemos hoje na maior parte é fruto de uma criação em escala industrial, na qual os animais são geneticamente preparados, têm a mobilidade restrita em confinamentos superlotados e estressantes e recebem uma dieta carregada de aditivos. A produção, o tratamento e o abate muitas vezes são feitos de maneira cruel e dolorosa. Informações que passam bem longe de cardápios e rótulos. “A carne é uma indústria de US$ 140 bilhões anuais, que ocupa perto de um terço de todo o território do planeta, molda os ecossistemas do oceano e pode determinar o futuro do clima da Terra”, diz Jonathan Safran Foer no livro Comer animais (ed. Rocco), em que relata como funciona a produção da carne em escala industrial. Como muitos que decidiram explorar o assunto, virou vegetariano convicto. A seguir, reunimos dados que mostram o que está por trás dos pedaços de animais oferecidos em restaurantes e supermercados. Não consegue, nem quer, viver sem carne? Tudo bem. Mas é bom que saiba o que isso significa. Para você e para o resto do planeta.

Angelo Christo/ Corbis/ Latinstock
Cérebro de porco
Cérebro de porco

Considerados bichos inteligentes e sensíveis, os porcos têm um grau mais alto de autoconsciência e maior capacidade de interação do que certos humanos com lesões cerebrais ou em estado de senilidade.
Porcos têm linguagem. Com frequência atendem quando são chamados (pelos humanos e pelos outros porcos), gostam de brinquedos (e têm seus favoritos) e são capazes de jogar videogames com controles adaptados aos focinhos.
Porcos de granja normalmente são abatidos quando chegam a cerca de 100 kg. Se continuassem a viver, poderiam passar dos 350 kg.
Por conta própria, os leitões tendem a ser desmamados com cerca de 15 semanas, mas nas granjas industriais eles são desmamados com 15 dias. Com essa idade, não conseguem digerir direito comida sólida, por isso recebem remédios contra diarreia.
Uma série de antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos na comida dos animais mantém a maioria deles viva até o abate, a despeito das condições de higiene e confinamento em que são mantidos.
Não é incomum porcos aguardando o abate terem ataques cardíacos ou perderem a capacidade de se locomover.
Com 38 milhões desses animais, o Brasil é o quinto maior produtor de carne suína do mundo, atrás de China, EUA, Alemanha e Espanha.
Criações de Porcos em extremo confinamento são laboratórios ideais para o aparecimento de novos vírus que podem nos infectar. Infectologistas apontam que as criações intensivas de porcos e frangos são as mais perigosas fontes de vírus potencialmente letais aos humanos.

Lester Lefkowitz/ Corbis/ Latinstock
Atum
Atum

A pesca de atum provoca a morte de outras 145 espécies capturadas por acidente, incluindo baleias, tubarões, arraias e tartarugas. Para produzir cada prato de sushi de atum é necessário outro prato de 1,5 m de diâmetro para conter todos os animais que foram mortos “sem querer” durante a pesca.

De cada dez atuns, tubarões e outros grandes peixes que viviam nos oceanos há cem anos sobrou apenas um. Muitos cientistas preveem o colapso de todas as espécies - alvos de pesca em menos de 50 anos.

Antigamente os pescadores localizavam os cardumes de atum e então os puxavam no braço, um por um, com vara, linha e gancho. Hoje isso é passado, são usadas pesca de arrastão ou espinhel.

1,4 bilhão de anzóis são lançados por ano com espinhel (em cada um é usado como isca carne de peixe, lula ou golfinho).

Quase todos os peixes e frutos da pesca hoje contêm traços de mercúrio, metal tóxico que se acumula no organismo dos animais (humanos também) e pode afetar o sistema nervoso e causar demência. O risco varia de acordo com a quantidade e a espécie de peixe consumida.

Quanto maior o peixe e quanto mais tempo ele tiver de vida maiores são as chances de acumular o metal. Segundo a FDA (agência que controla alimentos e medicamentos dos EUA), tubarão, peixe-espada e cavalinha são espécies que devem ser evitadas.

A maioria do salmão que comemos vem da aquicultura. Uma fonte de problemas nessa atividade é a presença abundante de parasitas que prosperam em águas não correntes – em número 30 vezes maior do que o normal.

Elohim Barros/ www.flickr.com/elohimbarros


O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e possui o segundo maior rebanho, com 205 milhões de bois e vacas – mais do que um animal por habitante. O rebanho só fica atrás do da Índia, onde é proibido matar vacas.
A pecuária é a causa número um das mudanças climáticas. Estudos da ONU apontam que o setor é responsável por 18% das emissões de gás estufa, 40% a mais que todos os meios de transporte do mundo – carros, caminhões, trens e navios – juntos.
O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases de efeito estufa, principalmente por causa das queimadas e do desmatamento da Amazônia. A criação de bovinos é responsável por 80% do desmatamento da floresta brasileira, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Nos anos recentes, a cada 18 segundos 1 hectare da Amazônia foi convertido em pasto.
O maior consumidor mundial de carne bovina são os Estados Unidos, seguidos de União Europeia e Brasil. Segundo o IBGE, cada brasileiro consome em média 34,7 quilos de carne bovina por ano.
Para produzir 1 quilo de carne de boi são necessários 15 mil litros de água. A produção de 1 quilo de arroz consome 3 mil litros de água.
Por meio de arrotos e flatulências, o boi libera metano, um gás com potencial de efeito estufa 20 vezes maior do que o dióxido de carbono.
Um dos principais alvos de críticas dos grupos de defesa dos animais é a produção da vitela, a carne de bezerros. Sua maciez e brancura vêm do fato de que os animais são alimentados apenas com leite e criados em baias minúsculas, que os impedem de se locomover e criar músculos.

The Scruffy Dog Barkery


Produtores de ovos muitas vezes manipulam a comida e a luz a fim de aumentar a produtividade. O objetivo é reprogramar o relógio biológico das galinhas para que comecem a pôr os ovos mais cedo. Galinhas criadas em escala industrial põem mais de 300 ovos por ano – duas ou três vezes mais do que na natureza.

A maioria dos filhotes machos das galinhas poedeiras é destruída por não terem “valor comercial”. Boa parte dos pintinhos é sugada por canos até uma placa eletrificada. Outros são enviados para trituradores.
Na produção industrial, a galinha não é criada de forma livre – não pode andar, ciscar e reproduzir seu comportamento natural. Muitas vezes até quatro animais são colocados numa mesma gaiola de meio metro quadrado. O estresse do confinamento e da superlotação provoca o canibalismo. Para não correr o risco de uma galinha devorar a outra, os bicos são cortados desde cedo.
Assim como os porcos, aves criadas dessa forma industrial são focos para o aparecimento de novos vírus que podem infectar o homem.
As galinhas de antigamente tinham uma expectativa de vida de 15 a 20 anos, mas o frango de corte moderno é abatido em seis semanas.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, atrás dos EUA e da China. Em 2009 foram abatidos 4,7 bilhões de frangos no país.
* * *

O QUE FAZER?


Se você não quer deixar de comer carne


Reduza o consumo. 
Comece aderindo à Segunda-feira sem carne (www.svb.org.br/segundasemcarne),que tem Paul McCartney como garoto-propaganda.

Dê preferência a carnes com certificado de bem-estar animal, como o do frango da marca Korin.

Prefira carne bovina orgânica, de bichos criados soltos e alimentados em pasto sem agrotóxico. Diversos supermercados comercializam esse tipo de produto. Pergunte ao gerente.

Consuma ovos caipiras, de galinhas criadas soltas e alimentadas com cereais orgânicos. A granja Yamaguishi é referência nesse tipo de criação.

Pressione os supermercados para exigir dos fornecedores um sistema de rastreamento que garanta que a carne vendida não venha de áreas de desmatamento ilegal da Amazônia.

Escolha peixes com baixa concentração de mercúrio, como o salmão. Para ter uma idéia sobre os níveis de contaminação, consulte a tabela feita pela FDA: http://tinyurl.com/37m3r7r.

Fonte: Revista Trip

    quarta-feira

    Carnes vermelhas e processadas aumentam o risco de câncer de intestino, segundo pesquisadores

     O Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF, na sigla em inglês) divulgou um alerta nesta segunda-feira para que as pessoas limitem o consumo de carnes bovina, suína e de cordeiro, além de evitar carnes processadas como presuntos e salames. Isto porque estas carnes aumentariam o risco de câncer de intestino, segundo reportagem do jornal "The Guardian".

    Pesquisadores do Imperial College London, coordenados por Teresa Norat, estudaram 263 pesquisas anteriores sobre dieta, peso e atividades físicas relacionadas ao câncer de intestino e um painel independente de especialistas revisou as conclusões. "Para carnes vermelhas e processadas, descobertas de dez novos estudos foram acrescentados aos 14 analisados no relatório de 2007. Há sérias evidências de que estas carnes aumentam a incidência de câncer no intestino," diz o relatório. "A recomendação é para que as pessoas limitem o consumo a 500g (peso da carne cozida) de carne vermelha por semana - o equivalente a cinco ou seis porções médias de rosbife, carne de porco ou cordeiro - e evitem carnes processadas". Já leite, alho e suplementos alimentares à base de cálcio provavelmente reduziriam os riscos de câncer, segundo os especialistas.

    O relatório de 850 páginas é "o mais impositivo relatório já feito sobre os riscos de câncer no intestino", segundo os especialistas. O professor Alan Jackson, da Southampton University e membro do WCRF, escreveu que "a mensagem clara do relatório é que as carnes vermelhas e processadas aumentam os riscos de câncer de intestino e que as pessoas que querem reduzir esta possibilidade devem considerar diminuir o consumo".

    Fonte: O Globo

    sábado

    Fundador do Facebook só come animais que mata com as próprias mãos


    Nova meta de Zuckerberg: comer apenas o que mata


    RIO - No ano passado, a meta era aprender mandarim. No anterior, usar uma gravata diferente por dia. E, este ano, é comer apenas o que mata. Por isso, animais do Vale do Silício, fiquem longe do fundador e presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, que agora tem como objetivo só ingerir carnes de seres que tenham perdido a vida em suas mãos, segundo site da "Fortune".

    "A única carne que estou comendo é a de animais que eu mesmo matei", afirmou Zuckerberg em e-mail à publicação. "Estou comendo comidas muito mais saudáveis. E aprendi muito sobre criação sustentável e sobre a criação de animais. É fácil nos livrar do que comemos quando podemos ingerir coisas boas diariamente."

    E não surpreende o fato de o novo objetivo de Zuckerberg ter vindo à tona via Facebook, onde, no último dia 4, ele postou para os 847 amigos de sua página privada que havia matado um porco e uma cabra. O anúncio gerou comentários de todo o tipo: de fúria a nojo. O prodígio das redes sociais explicou sua mensagem dizendo que este é o desafio que se propôs a cumprir em 2011.

    A nova mania de Zuckerberg já é conhecida no Vale do Silício, segundo a "Fortune". A chef Jesse Cool, que vive a apenas oito casas do fundador do Facebook e é dona do restaurante Flee Street Café, apresentou-o a fazendeiros da região e o orientou durante o abate de sua primeira galinha, de seu primeiro porco e de sua primeira cabra. "Ele cortou a garganta da cabra com uma faca, que é a forma mais gentil de fazê-lo", contou.

    Mas matar é apenas o primeiro passo. Depois disso, o animal vai para um açougue em Santa Cruz, também na Califórnia, que o esquarteja. Depois, Zuckerberg e sua namorada de longa data Priscilla se aventuram na cozinha para preparar carnes fresquíssimas. Recentemente, o casal comeu uma galinha, inclusive miúdos como coração e fígado, e usou os pés da ave para fazer um caldo. E ele não hesitou em postar uma foto em sua página no Facebook, junto com uma lista dos pratos que preparou com o animal.

    Em e-mail enviado à "Fortune", Zuckerbeg explicou que a meta do ano é uma forma que ele encontrou de aprender com o mundo , de expandir seus interesses e ensinar a si mesmo a ter mais disciplina.

    "Gastei quase todo o meu tempo construindo o Facebook, assim, esses desafios pessoais são coisas que eu normalmente não teria chance de fazer a não ser que eu tirasse um tempo só para isso", explicou.

    E o deste ano, segundo Zuckerberg, tem a ver com ser grato pela comida que come:

    "Acho que muitas pessoas esquecem que um ser vivo tem que morrer para que se coma carne. Então, minha meta tem a ver com não esquecer disso e com ser grato pelo que tenho. Este ano, eu basicamente me tornei um vegetariano, uma vez que só como animais que eu mesmo tenha matado. Até agora, tem sido uma boa experiência. Estou comendo alimentos mais saudáveis".

    A ideia surgiu no ano passado, quando Zuckerberg assou um porco em casa e seus convidados disseram que, embora adorassem carne de porco, não gostavam de pensar que aquele já havia sido um ser vivo.

    "Isso me pareceu irresponsável. Não tenho problemas em relação ao que as pessoas comem, mas acho que elas devem assumir suas responsabilidades e ser gratas pelo que comem em vez de ignorar sua origem", explicou no e-mail.

    Além de galinha, cabra e porco, o fundador do Facebook já abateu animais marinhos, como uma lagosta, que foi cozida viva. Já o próximo prato, provavelmente, incluirá uma carne de caça.


     Fonte O GLOBO
     

    sexta-feira

    10% dos brasileiros já são vegetarianos

     Desejo por comida saudável alimenta negócios

    Segundo o Ibope, 10% dos brasileiros já são vegetarianos; crescem as oportunidades de empreender no setor

    SÃO PAULO - Após passar anos no exterior e comandar um restaurante natural de sucesso em São Paulo, a chef Leila D, 44 anos, decidiu inovar. Vegetariana e adepta da alimentação orgânica, criou em 2009 um serviço de entrega de pratos congelados saudáveis e baseados na sua filosofia alimentar. O cliente confere o cardápio pelo blog Galleria Orgânica e liga para encomendar a comida, que é entregue por um motoboy. "Se a pessoa quiser, posso fazer menus especiais e mandar em quantidade para vários dias", conta Leila. 

    Ela também encontrou outro nicho e está realizando o serviço de catering para empresas interessadas em alimentar seus funcionários de forma mais saudável. Os resultados têm sidos bons: em 2010, ela aumentou seu faturamento em 20%. 

    O sucesso da empreitada de Leila é resultado da crescente preocupação com saúde e qualidade de vida dos brasileiros, o que tem sido opção investimento para empreendedores de todos os tamanhos. Estudo da empresa de pesquisa Euromonitor prevê que o mercado de alimentos e bebidas ligados a saúde e ao bem-estar movimente, no Brasil, R$ 33 bilhões em três anos ante R$ 23 bilhões em 2009. 

    Para calcular essas cifras, a companhia considerou vendas no varejo de alimentos naturais, orgânicos, fortificados, diet, light e destinados a alérgicos e intolerantes à alguma substância. "O ambiente é propício para esse negócio, pois existe uma valorização qualidade de vida na nossa sociedade. Até marcas de fast food já incorporaram alimentos saudáveis para se adequar a tendência", diz o consultor de marketing do Sebrae de São Paulo, João Abdalla Neto.

    Culpa. Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios em foodservice da consultoria GS&MD, Ricardo Daumas, a questão tem a ver com uma "culpa moderna". "Nós comemos mal, trabalhamos muito e nos exercitamos pouco. As pessoas estão tomando consciência disso, por isso, é normal que procurem opções mais saudáveis", comenta Daumas. E com essa tendência em evidência, surgem opções para quem quer investir no ramo.

    "O potencial de negócios é grande e pouco explorado, pois além dos interessados em qualidade de vida, existem nichos de produtos orgânicos e para vegetarianos, veganos, alérgicos e intolerantes", diz Lúcia Cristina de Buone, gerente de Negócios da Francal Feiras, que promove a Natural Tech, um evento de alimentação saudável para atacadistas e curiosos. 

    E os nichos podem ser grandes: pesquisa do Ibope, realizada entre agosto de 2009 e julho de 2010 com 18.884 pessoas, comparando os hábitos de consumo de homens e mulheres, mostrou que cerca de 10% dos consultados eram vegetarianos.
    Em 2007, quatro jovens perceberam que havia mercado no Brasil para uma rede de fast food de saladas. Na ocasião trouxeram para o País, a franquia Salad Creations dos Estados Unidos e tiveram expansão rápida. Atualmente, a rede já conta com 20 unidades espalhadas pelo território nacional _ só perde em número para os EUA. 

    "Procuramos oferecer opções mais saudáveis para quem come fora de casa, com bastante variedade e liberdade de montar os pratos", diz Alexandre Botelho, um dos sócios da franquia no Brasil. Segundo ele, para se abrir uma loja da marca é necessário investir R$ 250 mil.

    O Quintal dos Orgânicos, um restaurante e mercado especializado em produtos orgânicos, é outra novidade no ramo. Aberto há seis meses, vende cerca de mil produtos, de alimentos a cosméticos, e serve "comida caseira" natural. 

    No menu, além das verduras e saladas, estão as carnes certificadas - que fazem a alegria de quem não quer mudar a dieta alimentar. "Aqui, provamos que é possível comprar produtos e se alimentar bem de forma saudável", diz o gerente do estabelecimento, Nardi Davidsohn.

     Fonte Estadão

     

    quarta-feira

    Vantagens em se tornar um vegetariano



    Do ponto de vista da Saúde, Economia e Ética, comer carne é pernicioso para a Sociedade.

    Embora a carne certamente seja uma fonte de proteína concentrada, é uma fonte muito pobre de outros elementos nutritivos como minerais, vitaminas e carboidratos. Além disso, comer carne da vaca ou outros animais é prejudicial à saúde dos seres humanos por muitas razões. As seguintes considerações sérias foram documentadas:

    1. A flora bacteriana intestinal no intestino delgado mudará de fermentativa para putrefaciente, assim fazendo com que venenos sejam absorvidos na corrente sanguinea. Estas toxinas precisam ser eliminadas, consequentemente energia de outras funções corpóreas essenciais é desviada para tanto, inclusive da função de pensar.










    2. A síntese natural da vitamina B-12 será inibida, possivelmente levando a anemia.

      3. Toxinas animais tendem a desbaratar o devido metabolismo dos carboidratos. Isto pode causar diabete.



     

     4. Substâncias não-nutritivas resultantes da digestão de carne animal tendem a ser irritantes carcinogênicos. A necessidade mínima diária de proteína, que peritos nutricionistas calculam ser entre setenta e noventa gramas, é facilmente preenchida com produtos lácteos e alimentos do reino vegetal. Encontramos proteína em ampla quantidade no leite, queijo, iogurte, trigo integral, milho, muitas variedades de nozes e feijões, e alguns vegetais. 

    Assim, vegetais, frutas, grãos e produtos lácteos constituem uma dieta perfeitamente balanceada. Consumir carne animal, por outro lado, resulta em proteína excessiva, que produz males do fígado, pressão sanguínea alta e endurecimento das artérias.

    Além disso, carne animal contém muitos elementos tóxicos, tais como:

    1. Dejetos da corrente sanguínea do animal morto, germes, e drogas injetadas para compensar doenças animais.

    2. Toxinas do medo, despejadas na corrente sanguínea do animal no momento do abate.

    3. Bactérias da decomposição putrefaciente, que começam a medrar assim que o animal morre. Porque carne é um excelente isolante, nem todas estas bactérias são mortas por cozinhar.

    Devido a alimentação forçada, engaiolamento, e outras práticas antinaturais, animais criados para o abate sofrem de dúzias de doenças, tais como febre aftosa, febres, condições catarrentas, câncer, tuberculose e mastite. Além disso, as aves freqüentemente vem impregnadas de estrogênios, que por sua vez podem causar câncer. 


    Imediatamente depois que um animal é abatido, dá-se o rigor mortis e o processo de decomposição toma conta. Assim, comer carne sempre envolve consumo de carne decomposta junto com seus perigos inerentes para a saúde. A implementação de proteção animal a nível internacional seria um grande passo para a frente, no sentido de resolver a crise alimentar mundial.

    Além de tudo acima, deve-se notar os seguintes ítens:

    1. Abater animais causa sofrimento extremo. Animais são criaturas sensíveis com sentimentos como os seres humanos. As vacas especialmente, conseguem sentir que irão ser abatidas e vivem em constante medo.

    2. Não temos nenhum direito de acabar artificialmente com a vida de qualquer criatura, especialmente da vaca, que aleita nossa progênie e toda sociedade humana com seu leite.

    3. Matar animais gera profunda insensibilidade para com todos seres, sadismo e irreverência geral. Pitágoras ensinava: "Aqueles que matam animais para comer serão mais propensos que os vegetarianos a torturarem e matarem seus companheiros humanos."

    O Verdadeiro Custo do Bife
    Sofrimento Animal

    O gado é exposto a duras condições, manejo bruto, e freqüentemente franco abuso e crueldade no decorrer de suas curtas vidas.

    - O gado rotineiramente é castrado, seus chifres arrancados, e marcado a ferro quente sem anestesia. Estes procedimentos são realizados somente para benefício econômico e conveniência dos produtores de carne.

    - O gado aguenta condições climáticas extremas, desde tempestades até secas ao pastar a céu aberto. Muitos animais sofrem e morrem de frio, sede, fome, doenças intratadas, predadores, e envenenamento por plantas tóxicas.

    - Após diversos meses no campo, o gado é transportado para locais de engorda onde são engordados com grãos.
    Num típico local de engorda, dezenas de milhares de animais são apinhados em áreas lamacentas, infestadas de moscas, e cheias de estrume, onde o "stress" os torna suscetíveis ao stress de viagem com febre e outras dolorosas doenças debilitantes.

    - Porque o gado fisiologicamente não se adapta a comer grandes quantidades de grãos, a mudança abrupta na dieta de grama para grãos causa dolorosos problemas digestivos.

    - Defender-se das moscas pode fazer com que o gado perca meia libra de peso por dia, assim os produtores de carne pulverizam regularmente o gado da engorda com inseticidas altamente tóxicos.
    - Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos, algumas engordas começaram a experimentar adicionando papelão, jornais, serragem e mesmo pó de cimento à ração. Outros adicionam estrume de aves e suínos ou esgoto industrial e óleos.

    - Quando o gado da engorda chega a 1.100 libras, são transportados por caminhão até os matadouros. Animais transportados freqüentemente são manejados com brutalidade, levam choques elétricos de aguilhões, são batidos, chutados e arrastados. Podem ser privados de alimento e água, e sofrer extremos climáticos por longos períodos. Caminhões para gado freqüentemente vão super-lotados, o que resulta em quedas, pisoteamento, e sofrimentos por lesões durante o transporte.

    - Aqueles animais que sofrem quebra de pernas, pelve, pescoço, ou costas e que de outro modo não podem mais locomover-se para fora dos caminhões, não tem eutanásia humana. Em vez disso, eles rotineiramente são acorrentados pelo pescoço ou perna e arrastados para fora dos caminhões até o piso do matadouro, onde, muitas vezes agonizando de dor, chegam a esperar horas para ser abatidos.

    - Animais que estão doentes demais para serem abatidos não recebem eutanasia. Em vez disso, podem ser jogados na "pilha de mortos" e deixados para morrer de doença, sede, fome ou hipotermia.

    - Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo e violento. Animais entram no abatedouro um a um. Cada um é atordoado por um revólver pneumático e, ao sucumbir de joelhos, prendem uma corrente num casco traseiro, levantando mecanicamente o animal até o alto. Operários com longas facas então cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e carótida, deixando o animal para sangrar até a morte pendurado de cabeça para baixo.

    - Embora seja requisito do Federal Humane Slaughter Act de 1958 e 1978 (com excessão de abate kosher e outros religiosos) praticar o atordoamento, na verdade, nem sempre é feito com sucesso devido à incompetência, indiferença, ou equipamento deficiente.

    - Abate kosher é particularmente cruel porque os animais não são atordoados. Plenamente conscientes e aterrorizados, eles são içados de cabeça para baixo por uma perna para aguardarem o abate.
    - Mais que 100.000 cabeças de gado são abatidas a cada 24 horas nos E.U.A..
    - O Americano comum come 7 bois de 1.000 libras em toda sua vida.

    - Vitelas (bezerros) estão entre os animais de fazenda mais desumanamente tratados. São retirados de suas mães ao nascerem, para passarem sua vida inteira acorrentados pelo pescoço e isolados em estreitos currais de madeira (chamados "boxes") desenhados para limitar movimentos. Falta de exercício e uma dieta líquida de um substituto do leite, que é deliberadamente deficiente em ferro, atrasam o desenvolvimento dos músculos a fim de criar carne pálida, tenra ("branca"). Bezerros de vitela frequentemente ficam anêmicos, muitas vezes sofrendo de diarréia crônica e fraqueza. Muitos morrem antes do abate.

    - Em muitos estados dos EUA, se um produtor de carne tratasse seu cão da maneira que rotineiramente trata seu gado, ele seria preso, processado e multado ou encarcerado, e seu cão seria confiscado.


    Fome e Pobreza Global

    Produção de carne causa fome e pobreza humana, ao desviar grãos e terras férteis para sustentar gado em vez de pessoas. Nos países em desenvolvimento, a produção de carne perpetua e intensifica a pobreza e injustiça, particularmente se a ração do gado ou aves é produzida para exportação.

    - Na Africa, quase uma entre três pessoas está subnutrida. Na América Latina, quase uma entre cada sete pessoas deita-se com fome toda noite. Na Asia e no Pacífico, 27% das pessoas vivem à beira da morte por inanição. No Oriente Próximo, uma em nove está subnutrida.

    - Fome crônica e doenças relacionadas afetam mais que 1,3 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nunca dantes na história da humanidade tão grande percentual de nossa espécie - mais que 30% - esteve subnutrido.

    - Subnutrição afeta quase 40% de todas crianças nas nações em desenvolvimento e contribui diretamente para uma estimativa de 60% de todas mortes infantis, segundo a U.S. Agency for International Development. Mais de 15 milhões de crianças morrem a cada ano de doenças resultantes de, ou complicadas por, subnutrição.

    - Quase a metade da massa de terra do globo é usada como pasto para gado e outras criações. Em pastos muito férteis, 2,5 acres podem sustentar uma vaca por ano. Em pastos de qualidade marginal, é preciso 50 ou mais acres.

    - Nos anos 60, com ajuda de empréstimos do Banco Mundial e do Inter American Development Bank, muitos governos da América Central e do Sul começaram a converter milhões de acres de floresta amazônica e terras rurais em pastos para o mercado internacional de carne. Entre 1971 e 1977, mais de US$ 3,5 bilhões em empréstimos e assistência técnica foram para a América Latina para produção de gado.

    - Em Costa Rica, interesses pecuaristas desmataram 80% das florestas amazônicas em apenas 20 anos, transformando a metade da terra arável em pastos para o gado. Hoje em dia, apenas 2.000 famílias de fazendeiros poderosos possuem mais da metade da terra produtiva de Costa Rica, com 2 milhões de cabeças de gado pastando, sendo a maior parte da carne exportada para os E.U.A.

    - No Brasil, 4,5% dos proprietários de terras possuem 81% das terras de fazendas, enquanto 70% das famílias rurais são "sem terras". Entre 1966 e 1983, quase 40.000 milhas quadradas de floresta amazônica foram desmatados para desenvolvimento comercial. O governo brasileiro estima que 38% de toda floresta tropical destruída durante este periodo pode ser atribuída ao desenvolvimento pecuarista de grande escala, que beneficia apenas alguns poucos fazendeiros ricos.

    - Nos países em desenvolvimento, os pobres não recebem nenhum benefício da criação pecuária. A produção de carne moderna é de investimento intensivo e utiliza pouca mão-de-obra. A usual fazenda pecuarista de floresta tropical emprega uma pessoa por 2.000 cabeças de gado, ou aproximadamente uma pessoa por 12.000 milhas quadradas. Por contraste, a agricultura pode muitas vezes sustentar 100 pessoas por milha quadrada.

    - Quando a terra nos países em desenvolvimento é usada para produzir ração para as criações, grande parte para exportação, há menos terra disponível para os lavradores plantarem seu próprio alimento, e assim há menos alimento disponível. Como resultado, os preços dos alimentos básicos sobem, e o impacto é mais sentido pelos pobres. No Brasil, feijão preto, há muito tempo um alimento básico para os pobres, está ficando mais e mais caro, conforme os fazendeiros trocaram para plantio de soja para o mercado internacional de rações, mais lucrativo.


    Saúde Prejudicada

    Carne contém altos níveis de colesterol e gordura saturada e freqüentemente vem contaminada por substâncias químicas e doenças. A carne pode bem ser um dos alimentos mais malsãos do mercado atualmente.
    - Quase 70%, ou 1,5 milhões das 2,1 milhões de mortes nos E.U.A. em 1987, foram por doenças associadas à dieta - particularmente dietas com elevada taxa de gordura saturada e colesterol, segundo o relatório do U.S. Surgeon General.

    - Em 1990, o maior estudo jamais feito sobre os efeitos de consumir alimentos de origem animal confirmou os resultados dos estudos anteriores que mostravam elevada correlação entre consumo de carne e a incidência de doença cardíaca e câncer. Os pesquisadores envolvidos monitoraram os hábitos alimentares de 6.500 pessoas vivendo em 25 províncias da China.

    - O estudo chinês descobriu que os chineses consomem 20% mais calorias que os americanos, mas que os Americanos são 25% mais gordos. Isso é porque 37% das calorias na dieta americana provém da gordura, ao passo que menos de 15% das calorias da dieta rural chinesa provém da gordura. O estudo também descobriu que 70% da proteína na dieta ocidental vem de fontes animais e 30% de plantas. Na China, apenas 11% vem de produtos animais e 89% de plantas.

    - Carne contém a mais alta concentração de herbicidas dentre todos alimentos vendidos na América, segundo o National Research Council (NRC) da National Academy of Sciences. 80% de todos herbicidas usados nos E.U.A. são pulverizados no milho e soja, que são usados primariamente como alimento para o gado. Quando consumidas pelo gado, as substâncias químicas acumulam em seus corpos e são repassadas aos consumidores nos bifes cortadinhos do açougue.

    - A carne é a segunda, após os tomates, na lista de alimentos que oferecem maior risco cancerígeno devido a contaminação por pesticidas. Figura como terceira em termos de contaminação por inseticidas entre todos alimentos no mercado hoje em dia. Carne contaminada com inseticidas representa quase 11% do risco total de câncer para o consumidor devido a pesticidas, segundo o NRC.

    - Mais de 95% de todo gado de engorda nos E.U.A. estão atualmente recebendo hormônios que promovem crescimento e outros farmacêuticos, cujos resíduos podem estar presentes nos cortes de carne.

    - A fim de acelerar o ganho de peso, administradores das "engordas" dão hormônios estimuladores do crescimento e aditivos alimentares. Esteróides anabolisantes, na forma de pequenos implantes liberados a longo prazo, são implantados nas orelhas dos animais. Os hormônios lentamente penetram na corrente sanguínea, aumentando os níveis hormonais de duas a 5 vezes. O gado recebe estradiol, testosterona, e progesterona.

    - Em 1988 mais de 15 milhões de libras de antibióticos foram usados como aditivos alimentares para criações nos E.U.A.. As drogas foram usadas para promover o crescimento e combater as doenças que correm à solta, violentas, nos currais e granjas de engorda superlotados, contaminados. Enquanto a indústria pecuarista declara que parou com o uso generalizado de antibióticos na ração do gado, tais antibióticos ainda estão sendo dados às vacas leiteiras, as quais fornecem 15% de toda carne consumida nos E.U.A.. Resíduos de antibióticos muitas vezes aparecem na carne que as pessoas consomem, tornando a população humana cada vez mais vulnerável a variedades mais virulentas de bactérias causadoras de doenças.

    - Num relatório de 1985, a National Academy of Sciences anunciou que os atuais procedimentos federais para fiscalização de carne são inadequados para proteger o público das doenças propagadas pela carne, e recomendou passos para melhorar isto, os quais nunca foram adotados. Em vez disso, o U.S. Department of Agriculture (USDA), trabalhando com a indústria embaladora de carne, desenvolveu um novo sistema experimental de inspeção - o "Streamlined Inspection System" (SIS), cuja meta é aumentar a produção em linha de carne em até 40%.

    - O SIS virtualmente elimina o papel do fiscal federal de carnes, colocando a responsabilidade pela inspeção das carcaças nos funcionários da firma embaladora. Fiscais federais de carne não inspecionam mais cada carcaça na linha de produção; em vez disso, examinam menos que 1% das carcaças.

    - Sob o SIS, milhares de carcaças com pneumonia, sarampo, e outras doenças, peritonite, abcessos, contaminação fecal e por insetos, e cabeças contaminadas (chamadas "Puke Heads" ou cabeças de vômito, porque estão cheias do conteúdo do RUMEN) estão passando pela inspeção a caminho das mesas de jantar pelo país afora.

    - Recentes descobertas sugeriram um possível elo entre novas doenças do gado e doenças nos seres humanos. O vírus da leucemia bovina (BLV), um retrovírus transmitido por insetos que causa malignidade no gado e que pode ser encontrado em 20% do gado e 60% dos rebanhos nos E.U.A., é suspeito de ter um elo causal em algumas formas de leucemia humana. Anticorpos do BLV foram encontrados em pacientes humanos de leucemia e o BLV infectou células humanas in vitro.

    - O vírus bovino de imunodeficiência (BIV), que descobriram estar generalizado nos rebanhos de gado americano nos anos 80, geneticamente se parece ao vírus do HIV (AIDS) humano e, tal como o vírus do AIDS nos humanos, acredita-se que suprime os sistemas imunológicos do gado, tornando-os suscetíveis a uma grande gama de doenças e infecções. Cientistas infectaram com sucesso células humanas com este BIV, e pelo menos um estudo sugeriu que o BIV "pode ter um papel tanto em vírus malignos bem como lentos, no homem." Em 1991, o USDA declarou que não sabe ainda "se a exposição às proteínas do BIV causa que o sôro humano... se torne HIV positivo."

    Devastação do Meio-Ambiente

    A produção de gado e carne é uma ameaça primária ao meio-ambiente global. É um dos principais contribuintes para o desmatamento, erosão do solo e desertificação, escassez d’água, poluição das águas, esgotamento dos combustíveis fósseis, efeito estufa e perda da biodiversidade.

    Desmatamento

    - Fazendas de gado são uma causa primária do desmatamento na América Latina. Desde 1960, mais que 1/4 de todas florestas da América Central foram arrasadas para criar pastos para o gado. Quase 70% da terra desmatada no Panamá e Costa Rica agora é pasto.

    - Apenas um só hamburguer médio importado da América Latina requer o desmatamento de aproximadamente 6 metros de floresta tropical e a destruição de 165 libras de matéria viva incluindo 20 a 30 diferentes espécies vegetais, 100 espécies de insetos, e dúzias de espécies de aves, mamíferos, e répteis.

    Erosão do Solo e Desertificação

    - O gado degrada a terra ao tirar a vegetação e compactar a terra. Cada animal que pasta num campo aberto come 900 libras de vegetação a cada mês. Seus poderosos cascos pisoteiam a vegetação e comprimem o solo com um impacto de 24 libras por polegada quadrada.

    Escassez d’Água

    Produzir uma libra de proteína de carne muitas vezes requer até 16 vezes mais água que produzir uma quantidade equivalente de proteína vegetal.

    - Reservas americanas de água doce baixaram muito como resultado do uso excessivo de água para o gado e outras criações. Faltas d’água nos E.U.A., especialmente no oeste, agora chegaram a níveis críticos. A demanda agora excede o reabastecimento em 25%.

    - O grande aquífero de Ogallala, uma das maiores reservas de água doce do mundo, já está semi-exaurido no Kansas, Texas, e Novo México. Na Califórnia, onde 42% da água de irrigação é usada para ração ou produção das criações, os níveis freáticos baixaram tanto que em algumas áreas a terra está afundando sob o vácuo. 

    Alguns reservatórios americanos e aquíferos agora estão em seus mais baixos níveis desde a última Era Glacial.

    Esgotamento dos Combustíveis Fósseis

    - Atualmente é necessário um galão de gasolina para produzir uma libra de carne alimentada com grãos nos E.U.A.. O consumo anual de carne de uma família americana comum com quatro pessoas, requer mais de 260 galões de combustível e libera 2.5 toneladas de CO2 para a atmosfera, o tanto que um carro comum libera num periodo de 6 meses.

    Efeito Estufa

    - O gado emite metano, outro gás do efeito estufa, via arrotos e flatulência. Cientistas estimam que mais de 500 milhões de toneladas de metano são liberadas a cada ano e que os 1.3 bilhões de gado e outras criações ruminantes do mundo, emitem aproximadamente 60 milhões de toneladas ou 12% do total de todas fontes. Metano é um sério problema porque uma molécula de metano retém 25 vezes mais calor solar que uma molécula de CO2.

    Fonte: Vida Vegetariana

    Vegetarianismo e a religião

     A mensagem de Jesus é de amor e compaixão, no entanto, nada há de amoroso ou compassivo em fazendas-empresas e matadouros, onde os animais levam uma vida miserável e sofrem uma morte violenta e sangrenta. Jesus exorta a bondade, a misericórdia, a compaixão e o amor em relação a toda a criação de Deus.
    Ele ficaria horrorizado com o grau de sofrimento que infligimos aos animais para satisfazer o gosto que adquirimos por sua carne.
    Os cristãos têm escolha. Quando nos sentamos para comer, podemos colaborar para a violência, o sofrimento e a morte no mundo ou podemos respeitar Sua criação e obrar pela paz.

    Jesus é amor e misericórdia na forma humana, e existem fortes evidências de que ele era vegetariano.

    Por exemplo, na época de Jesus, o sacrifício de animais era uma desculpa para os seres humanos ingerirem carne, e Jesus contestou o sacrifício de animais a cada passo. Ele proibiu a venda de animais, para o sacrifício e consumo, no templo, instituiu o batismo em lugar do sacrifício de animais, disse que Deus "requeria piedade, não sacrifício" e eliminou completamente o sacrifício de animais na Última Ceia (uma refeição vegetariana da Páscoa).

    Deus criou todos os animais com a capacidade de sentir dor e de sofrer. Mas nas fazendas-empresas de hoje, tira-se-lhes os chifres e os bicos e são castrados sem anestesia. Para gerarem mais lucro, são criados amontoados no menor espaço possível. A maioria é confinada a um espaço tão pequeno que mal conseguem se virar. Muitos nunca vêem a luz do dia ou sentem o solo ou a grama sob os pés. Finalmente, são postos em caminhões sem água e alimento, enfrentando todo o tipo de intempérie, e levados para enfrentarem uma morte apavorante e diabólica.

    A dieta vegetariana faz bem à sua saúde e poupa inimaginável sofrimento e violência praticada contra os animais. Lembre-se: O que fazemos a menor de suas criaturas, fazemos a Ele.

    Bactéria contamina carne e mata 1 pessoa na Alemanha; outras 400 estão internadas





    Autoridades da saúde na Alemanha emitiram um alerta de surto de bactéria E. coli na carne, que já matou uma pessoa. O Ministério da Saúde alemão anunciou nesta terça-feira (24.05) que uma mulher de 83 anos morreu depois dar entrada em um hospital no último dia 15 com sintomas de diarréia com sangue. A contaminação por E.coli foi confirmada com a realização de exames.

    Na cidade de Bremen, autoridades divulgaram ainda que uma jovem morreu na manhã desta terça-feira com sintomas de contaminação pela bactéria. Resta agora aguardar os resultados laboratoriais para confirmarem a causa da morte.

    O surto de E. coli foi identificado na segunda semana de maio, e as autoridades sanitárias da Alemanha já têm cerca de 400 casos suspeitos de pessoas contaminadas pela bactéria. Ao menos 40 desses casos foram diagnosticados como "muito sérios", com pacientes respirando com a ajuda de aparelhos e um paciente em estado de coma.

    Segundo o governo alemão, cerca de mil pessoas se contaminam anualmente no país com bactérias. "Mas as estatísticas atuais ultrapassaram os registros em nosso histórico", disse o microbiologista Werner Solbach. Ele declarou ainda que exames de laboratório mostram que a bactéria presente neste surto é parcialmente resistente aos antibióticos, sendo difícil o controle.

    A bactéria E.coli se desenvolve no intestino dos animais e os sintomas da contaminação incluem diarréia com sangue e cãibra estomacal. Em casos mais graves, a doença evolui para uma síndrome que leva à falência dos rins e até à morte.