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Aparelho Digestivo, Vegetariano, Corpo Humano, Curiosidades

Se examinarmos a boca do homem percebemos que sua abertura é por demais pequena para qualquer coisa a não ser porções relativamente pequenas de alimentos. Sendo assim, ao ingerirmos o alimento é necessário triturá-los e misturá-las com saliva antes que o bolo alimentar deslize pela garganta ao esôfago.

A tentativa de engolir uma quantidade grande de alimento pode fazer com que esta fique parada sobre a traquéia, impedindo o ar de chegar aos pulmões. Já os animais carnívoros, como o cão, não precisam mastigar os alimentos. Eles cortam os pedaços e os engolem quase imediatamente.

O Doutor G. S. Huntigton, da Universidade de Columbia, publicou em 1903 um livro que constitui um clássico para o estudo do aparelho digestivo dos vários animais e do homem. Ele desenha, descreve e compara suas estruturas umas com as outras.

O intestino grosso do homem tem cerca de um metro e meio de comprimento e orienta-se não em sentido direto para baixo, como o dos carnívoros, mas acompanha a cavidade abdominal como a letra U voltada para o lado e para baixo. É como um canal ou tubo ligado longitudinalmente por três faixas musculares mais curtas do que o próprio intestino.

Esse tamanho mais curto das ligaduras faz com que o intestino forme rugas ou bolsas de maneira que, em lugar de lisa, seja franzido. Dessa forma, por meio de estudos, convenceu-se, que o homem foi destinado a ser vegetariano.

Conclui que todo homem deve e precisa comer e seu mecanismo digestivo destina-se á alimentação mais apropriada á sua vida e saúde. Faria bem ao homem em depender grandemente do alimento para cuja digestão está mais bem equipado – frutas, verduras, sementes, nozes, cereais e legumes.

Pessoas que não comem carne são mais magras, têm menos diabetes e colesterol mais controlado


Ser vegetariano num país que tem como pratos tradicionais feijoada e churrasco não é tarefa fácil. Os que decidem abster-se de comer carne enfrentam muitos preconceitos e desconhecimento. Porém, estudos em várias partes do mundo têm mostrado que vegeterianos não têm a saúde frágil, como muita gente acredita. Pelo contrário, eles são mais magros e saudáveis.
Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.
Mas entre os vegetarianos também existem algumas variações, como explica a nutricionista clínica Roberta Soriano: “Os lactovegetarianos consomem leite e derivados em sua dieta; ovolactovegetarianos utilizam ovo, leite e derivados na alimentação; já veganos ou “vegans” não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal”.
Independente da opção, a especialista recomenda para todos os vegetarianos um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.
Segundo um relatório publicado em 2003 pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial.

Poucos sabem, mas o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos, era vegano e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro, é vegetariano. Dois exemplos que mostram que não consumir carne não é sinônimo de fragilidade.